Para IBGE o desemprego atinge 11,4 milhões de pessoas

Para Fundação SEAD e Dieese de taxa desemprego caiu na sub-região Oeste, mas o Sintracom- Itapevi registrou 2.094 homologações.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o desemprego voltou a subir no país e quem perde o emprego está tendo mais dificuldade para voltar ao mercado de trabalho. Os dados do IBGE são facilmente comprovados pelo Sintracom- Itapevi e pela Fundação SEAD.


No semestre, período que vai de janeiro a julho, no Sindicato foram realizadas 2.094 homologação, procedimento de acerto de contas obrigatório para quem tem mais de um ano de trabalho na mesma empresa. Por região, a Subsede em Barueri  lidera a pesquisa  com 1.172 homologações. Em seguido vem a sede, em Itapevi, com 755 procedimentos, Alumínio respondeu por 167 homologações.

Para Ângelo Angelini, presidente do Sindicato, as homologações realizadas no Sindicato, não refletem a realidade da categoria. O número de demissões de trabalhadores com menos de um ano pode ser muito maior. Nós não temos esse controle. É por isso que lutamos par que todas as homologações, independente do tempo de serviço, sejam feitas exclusivamente no Sindicato, finalizou.

De acordo com o IBGE o número total de desocupados no Brasil é de quase 11,5 milhões de pessoas. Uma alta de 18,6% em relação ao trimestre anterior. São quase dois milhões de pessoas a mais sem emprego.  As informações constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada no dia 27 de julho.

Para a  Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, (Seade) e para o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômico (Dieese) que também divulgaram suas pesquisas, a taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo ficou estável de maio para junho. Os institutos também divulgam pesquisa por sub-região. Na sub-região Oeste que inclui os municípios de Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba, a taxa caiu (de 18,7% para 18,1%).
 
Ao comentar a pesquisa da região oeste Clóvis Reis Nogueira, diretor financeiro do Sindicato, foi categórico: a taxa caiu parque não tem mais ninguém para mandar embora. A situação continua muito ruim, principalmente para o trabalhador da construção civil, setor que depende de incentivos do governo e de uma economia aquecida, finalizou.